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:: Quarta-feira, Junho 23, 2004 ::
De onde?
De onde vem a magia?
E quando ela resolve, e não vem?
Quando se inventa à revelia?
A culpa é de quem?
De onde vem a vontade?
Vontade de sentir vontade, têm?
E quando nem isso nos arde?
A culpa é de quem?
Será que existe culpado
Pro tempo parado, pro certo e pro errado,
Pro desajeitado sem chão?
Será que existe abrigo
Pro gesto calado, pro amor dividido,
Pro medo abafado e a razão?
Quem é que comanda
Que leva e traz a sorte.
Que manda e desmanda,
Que escolhe o dia da morte,
Que dá e recusa o perdão?
Então qual é a graça?
Se estava tudo acertado?
Se a magia, vontade e o culpado
São parte desta invenção?
Comments:
:: RAFAEL GREYCK 5:50 PM
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:: Quarta-feira, Junho 16, 2004 ::
Go - 16/06
Pobres Mortais
Às vezes me sinto homem na parte mais machista da palavra
Quando a vaidade se rebaixa ao capricho adolescente
Quando a profundidade dá lugar à auto-afirmação,
Á euforia rasa, errando o alvo desde a sua concepção,
Até o final da flechada.
O que nos faz tão idiotas
São simples olhos, pernas e bundas á vista,
A inútil medalha pregada na porta
A falsa sensação de conquista
Você seria muito pouco, se minha intenção,
Fosse provar pros outros do que sou capaz.
Nós homens, somos mesmo assim,
Diante de olhos, pernas e bundas,
Somos POBRES mortais
Comments:
:: RAFAEL GREYCK 2:28 PM
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